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domingo, março 01, 2009

Recursos Humanos e Qualidade de Vida

RH - Qualidade de Vida - Artigo

Por Patrícia Pessotti

Há milhões de anos o último dinossauro deixava de existir. Era o fim do período Pleistoceno ou Plistocénico - época da era Cenozóica compreendida entre 1.806.000 anos e 11.500 anos atrás - e o começo de uma nova etapa da evolução. Milhões de anos se passaram e, agora, uma nova espécie - mais inteligente e civilizada, o que me entristece ainda mais - está ameaçada por semelhante destino, haja vista que um número cada vez maior vem desaparecendo da face do planeta, por não conseguirem adaptar-se aos novos tempos. São os execussauros, espécie de executivo cujo lema sempre foi: "Viver para trabalhar. E ponto final.".
Essa espécie nunca se deu conta de que, tão importante quanto trabalhar é ter tempo para a família, para os amigos e, sobretudo, para si próprio. Embora muitas vezes turbinados por excelentes currículos, experiência corporativa invejável e competência inquestionável, não são espertos o suficiente para avaliar os custos versus os benefícios de serem viciados em trabalho. Afinal, até um dinossauro seria capaz de deduzir que, se é vício, por conseguinte excesso, não pode fazer bem.
Mas, deixemos os "entretantos" e partamos logo para os "finalmentes": O RH de hoje pensa da seguinte forma: é um erro pensar que trabalhando feito um burro de carga a empresa irá chegar ao topo da lista, seja lá do que for. Quem pensa assim, na verdade, demonstra que não consegue enxergar a longo prazo, já que os benefícios imediatos que poderá obter serão dizimados mais tarde pela perda de produtividade e até prejuízos sofridos pela empresa com tratamentos clínicos, internações hospitalares, absenteísmo, depressão, infartos do miocárdio, úlceras e muitos et ceteras.
Tenho muitos amigos que não viram os filhos crescerem, que viram os seus casamentos acabarem, que contraíram doenças incuráveis e alguns que até morreram por causa do excesso de trabalho. Isto não lhes parece um preço muito alto?
O mundo corporativo, pressionado pela globalização, também percebeu que esse era um preço muito alto que teria que pagar para "chegar ao topo". A partir daí, as empresas "evoluíram" e passaram a exigir mais qualidade de vida dos seus colaboradores ou... Alguns execussauros entenderam o sentido desse "ou..." e decidiram evoluir também.
Outros, cujo trabalho em demasia não lhes deixa tempo nem para uma leiturazinha de atualização, como esse sutil artigo, por exemplo, continuam agindo como os seus ancestrais, os dinossauros, que sem perceberem a mudança dos tempos, continuaram fazendo tudo como sempre fizeram, até que um dia, buum! O seu mundo ruiu.
Patrícia Pessotti - Formada em Gestão de Recursos Humanos pela Unipac. Trabalhou seis anos no setor de RH, na Secretaria Municipal de Saúde de Timóteo/MG, desenvolvendo treinamentos, cursos, palestras e capacitações para diversos profissionais da área de saúde e estagiários.

quinta-feira, fevereiro 19, 2009

Empresas convivem com a Nova Lei do Estágio

Por Élida Bezerra


Em vigor desde o dia 25 de setembro de 2008, a Lei nº 11.788, mais conhecida no ambiente corporativo como a Nova Lei do Estágio, foi sancionada com o intuito de reestruturar algumas práticas de aprendizagem dos estudantes brasileiros nas empresas, e consequentemente dar a esses futuros profissionais a oportunidade de colocar em prática o que aprenderam em sala de aula. Composta por 22 artigos, a lei - que altera a legislação anterior - define e classifica as relações de estágio, estabelece as obrigações da instituição de ensino, determina a parte concedente e seus deveres, regulamenta os direitos dos estagiários, além de tornar claras as condições e as punições ao descumprimento da regra.
Entre as significativas mudanças ocorridas com a implantação da nova lei confere espaço à concessão de bolsa-auxílio e outros benefícios aos estudantes como, por exemplo, o auxílio-transporte e o recesso remunerado. Além disso, houve também redução na jornada de trabalho - a carga horária máxima que antes chegava até oito horas passou, no máximo, para seis horas. Outro detalhe relevante é a restrição ao período de estágio, que agora é de no máximo dois anos.
Diante da nova realidade algumas pessoas questionam, o que, de fato, modificou nas empresas? A advogada Maria Lucia Ciampa Benhame Puglisi, pós-graduada em Direito do Trabalho, explica que não houve impactos financeiros no mundo corporativo. "Muitas organizações já forneciam benefícios e auxílio-transporte. Quanto ao valor da bolsa, provavelmente será reduzido proporcionalmente ao número de horas de estágio", comenta ao acrescentar que talvez haja uma diminuição de vagas oferecidas no mercado de trabalho ou do valor bolsa para adequação de custo nas companhias de menor porte. Vale ressaltar que as modificações atingem tanto os novos contratos quanto os que forem renovados na vigência da nova lei.
Segundo ela, a aplicação da Lei 11.788/2008, impacta em termos de organização e planejamento das atividades do estágio. "Com o tempo de atividade diária e de duração do estágio reduzidos, as empresas deverão repensar o treinamento, possibilitando uma transferência maior de conhecimento em menos tempo", esclarece.
Devido à concessão de alguns direitos aos estagiários como, por exemplo, recesso remunerado e auxílio-transporte, Maria Lucia Benhame mostra-se otimista e afirma que esses fatores não inibirão novas contratações. De acordo com ela, o recesso pode ser conferido a qualquer momento, pois não há obrigatoriedade, só sugestão, de ser concedido em época de férias escolares. "No caso do auxílio-transporte, esse já era fornecido nas empresas de maior porte e até mesmo nas de menor porte. No entanto, a limitação da duração das atividades dificultaria contratações nos anos iniciais dos cursos, pois é um fato que prejudica a integração final do estagiário e seu aproveitamento como empregado após a conclusão do curso", observa.
A advogada destaca, ainda, que em virtude da lei sancionada recentemente haverá uma tendência natural de cobrar um melhor desempenho dos estagiários, pois o tempo de treinamento prático será reduzido. Portanto, quem conseguir aprender mais rápido irá se destacar e ter maiores possibilidades de efetivação. Com isso, lucra a companhia que contrata o estagiário quanto o próprio estudante que tenta uma colocação frente à concorrência no meio corporativo.
Quando indagada sobre o posicionamento dos líderes diante dessa nova realidade, Maria Lucia revela que os gestores devem estar sempre cautelosos para os cuidados com a documentação das universidades, exigindo o plano pedagógico. Segundo ela, é necessário também elaborar o plano de estágio em conjunto com as instituições de ensino. "No desenvolver do contrato, cobrar os relatórios do supervisor, enviá-los à faculdade, cobrar do estagiário os certificados de matrícula e frequência do curso, controlando a jornada. Além disso, devem ficar atentos às normas de segurança e medicina junto ao serviço médico da empresa", completa.
Vale lembrar que ao desobedecer à norma, as corporações podem ter o vínculo empregatício com o estagiário reconhecido. Além disso, estarão sujeitas a multas administrativas e não poderão contratar estagiários pelo prazo de dois anos, em caso de reincidência na contratação irregular.
O impacto da Lei 11.788/2008 - Quando se fala em mudança, é comum que as pessoas apresentem certa resistência ao que não conhecem. Isso também ocorreu com as empresas, quando a Nova Lei de Estágio foi sancionada pelo presidente da República, afinal a última legislação que tratava do assunto datava de 1977. De lá para cá, o mercado de trabalho passou por inúmeras transformações e chegou o momento dos estagiários serem beneficiados.
De acordo com Ana Patrícia de Oliveira, gerente do Departamento de Treinamento e Acompanhamento de Estágio do CIEE (Centro de Integração Empresa Escola), em Recife, a antiga lei não tratava de questões como carga horária, recesso remunerado, entre outros assuntos relevantes. Quando a Lei 11.788/2008 entrou em vigor, foi observado um esforço das empresas para entender o que havia mudado e, por essa razão, muitos profissionais de Recursos Humanos, gestores e empresários procuraram a entidade para compreender os direitos dos estudantes e, dessa forma, cumprir a lei.
"Quando alguma organização oferece uma vaga de estágio e a mesma não se enquadra à nova lei, explicamos o que precisa ser alterado e as empresas têm aceitado bem", comenta Ana Patrícia, ao salientar que imaginava que a resistência das companhias à lei de estágio fosse maior. Ela cita, inclusive, que durante aproximadamente dois meses, os órgãos públicos deixaram de contratar, porque no orçamento não estavam previstas verbas destinadas ao auxílio-transporte, que hoje é uma obrigatoriedade.
Avaliação dos estagiários - Quando questionada se a nova lei fará com que os as empresas sejam mais rígidas na avaliação de desempenho dos estudantes, Ana Patrícia de Oliveira diz que as organizações que contam com estagiários aplicados, empenhados com suas atividades, geralmente efetivam a contratação, pois prepararam o profissional de acordo com sua cultura e as necessidades para o negócio. "Não existem motivos para perder um novo talento que foi formado durante até dois anos", comenta. Recentemente, o CIEE realizou uma pesquisa e constatou que aproximadamente 64% dos estudantes acompanhados pela instituição são efetivados pelas companhias.
Oferta e procura - Um dado relevante apontado por Ana Patrícia de Oliveira refere-se ao número de estudantes que buscam uma oportunidade no mercado de trabalho. Só em Pernambuco, por exemplo, através do CIEE aproximadamente 15 mil estudantes estagiam em empresas públicas e privadas. Na fila de espera, aguardam uma oportunidade mais de 250 mil futuros profissionais. Em nível Brasil, o CIEE conta com 260 mil estudantes estagiando em oito capitais e 300 cidades polos. "Temos um milhão de estudantes à espera de uma oportunidade para estagiar. Em Pernambuco, cerca de 60% dos estagiários atuam em empresas públicas e o restante no setor privado. Infelizmente, observamos que ainda há organizações que resistem à contratação de estudantes", conclui a gerente do Departamento de Treinamento e Acompanhamento de Estágio do CIEE/Recife.
Cartilha - Com as alterações na política pública de emprego para jovens no país, muitas dúvidas surgiram e boa parte das organizações brasileiras deixou de renovar ou elaborar novos contratos de estágio. Para orientar os estudantes, as empresas e as instituições de ensino públicos e particulares acerca da Lei 11.788/2008, o Governo Federal, por meio do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), tornou pública a Cartilha Esclarecedora sobre a Nova Lei do Estágio. O material contém 37 perguntas e respostas que esclarecem alguns pontos relevantes como: definição e tipos de estágio; duração; benefícios; prorrogação; obrigações; entre outros.Para visualizar a cartilha acesse o site do MTE (www.mte.gov.br).
Élida Bezerra - Estagiária de Jornalismo do site RH.com.br. Estudante de Jornalismo da Faculdade Maurício de Nassau, começou a atuar na equipe RH.com.br em outubro de 2007. Exerceu atividades na Assessoria de Imprensa da Secretaria de Defesa Social do Estado de Pernambuco.

sábado, fevereiro 14, 2009

Somos o resultado do que pensamos

RH - Motivação - Artigo


O que a neurociência vem comprovando cientificamente hoje e os psicólogos estudam há muito tempo, já era verdade há mais de mil anos em outras culturas: somos o resultado do que pensamos.
No filme "Quem somos nós?" há muitas referências da física quântica para comprovar a máxima de que nossos pensamentos influenciam a vida que temos. Ken O'Donell, no livro "Caminhos para uma Consciência Mais Elevada", afirma: "Se tenho pensamentos positivos, movo-me numa direção positiva. Se tenho pensamentos negativos, movo-me numa direção negativa. Se não tenho nenhum pensamento, não vou a lugar nenhum."
Quando penso - "sou gordo e não há jeito para emagrecer" - sem dúvida estarei reafirmando esta condição e me resignando a ela. Minhas atitudes serão compatíveis com este pensamento. Continuarei comendo, pois nada que fizer irá me tirar desta condição, de gordo. Este exemplo poderá ser utilizado no trabalho, nos relacionamentos, no ensino, na carreira, na busca por um emprego etc.
Por isso, fique mais atento aos seus pensamentos. Anote tudo o que vem à sua mente no dia-a-dia, como um diário. Escreva:* Como eles ocorrem? * Que tipo de pensamento é mais frequente? * O que surge em primeiro lugar em sua mente quando tem um problema? * Como você reage quando é elogiado por alguém? * Como se sente no trânsito congestionado, numa reunião chata e numa roda de amigos que só falam bobagens?
Depois faça a seguinte experiência: durante uma semana procure pensar positivamente sobre tudo o que acontece a sua volta. É difícil, mas é um exercício extremamente interessante.
Antes de sair de casa visualize um dia fantástico. Ao participar dos diversos eventos diários tenha sempre em mente o lado positivo das coisas. Mesmo quando algo não sair como esperava, busque o lado positivo.
Tente se relacionar com pessoas que conhece e não conhece de modo menos defensivo e reativo. Pare antes de reagir a uma provocação e lembre-se deste exercício. Quando sentir raiva por alguma razão, tente controlar os pensamentos e atitudes. Enfim, fique atento aos seus pensamentos e suas ações, buscando constantemente elevá-los para o lado positivo.
No início poderá ser mais complicado, pois não temos este hábito. A vida moderna nos torna cada vez mais competitivos, reativos e impacientes. Mas persista, ao menos por uma semana. Ao final dela faça um levantamento de como se saiu. Como reagiu às adversidades? Como se sentiu nas situações que passou? Como as pessoas reagiram? Gostou da experiência? Houve alguma situação que não conseguiu ter controle? Percebeu alguma mudança em você mesmo e nos outros?
Não recomendo fazer o exercício contrário, pois o resultado poderá ser realmente negativo. Não há necessidade de experimentarmos algo que não nos faz bem.
O fato é que ao modelarmos positivamente nossos pensamentos teremos condições de lidar com tudo que vivemos de forma mais gratificante e produtiva. Sentimo-nos melhores. As pessoas ao nosso redor também sentem e passam a reagir conforme nossas atitudes. É a base para o comportamento operante. Os estudos da Psicologia Comportamental demonstram que podemos condicionar nosso próprio comportamento e dos demais com as atitudes que queremos.
Por isso, não basta apenas pensar positivamente para ter algum resultado prático. É necessário agir. Ficar sentado durante horas apenas pensando não trará o objeto de seu desejo. Contudo, quando começamos nossas atividades diárias emitindo pensamentos positivos, começamos de forma diferente, mais centrada, mais focada naquilo que realmente importa. Os fatores negativos continuarão existindo, porém não terão o mesmo efeito de quando estamos dispersos, deprimidos ou ansiosos.
Não há mágica, nem tampouco ilusionismo. Apenas somos o resultado daquilo que pensamos de nós mesmos. A base é simples: se quer ver alguma mudança em sua vida, comece mudando seus pensamentos. Pensamentos positivos nos levam a ações positivas. Ações positivas geram hábitos saudáveis. Hábitos saudáveis ocasionam uma estrutura de caráter agradável, carismática e instigante. O caráter define quem você é, o que pensa e o que faz.
Então pense, reflita e promova pequenas ações em seu dia-a-dia. Deixe de lado os velhos e ineficazes paradigmas, dogmas e pré-conceitos. Experimente diariamente coisas novas. Abra sua mente para novas possibilidades. Arrisque! Desfrute as novas oportunidades. Comece pensando positivamente sobre você e tudo que está a sua volta. Sucesso.
Rogerio Martins é graduado em Psicologia e possui Pós-Graduação em Recursos Humanos e Psicodrama. Professor Universitário, Escritor, Consultor Empresarial, Palestrante sobre comportamento e motivação humana e Diretor da Persona Consultoria & Eventos. Atua há mais de 15 anos com Desenvolvimento Humano e Organizacional. Membro da equipe de estudos sobre a formação do Psicólogo junto ao Conselho Regional de Psicologia e criador e coordenador do grupo de estudos sobre liderança: E-LIDERES. Suas palestras e workshops já foram assistidos por mais de dez mil pessoas em todo o Brasil.

quarta-feira, fevereiro 04, 2009

Metade dos brasileiros apoiam redução da jornada de trabalho e dos salários

RH - Relações Trabalhistas - Pesquisa


Um percentual expressivo de 50% da população nacional mostra-se favorável à redução da jornada de trabalho e redução dos salários, pois é uma alternativa para que as organizações não precisem demitir pessoas e enfrentar a crise em causar impacto forte na vida dos profissionais. Isso é o que revela pesquisa da CNT/Sensus, divulgada nessa terça-feira, dia 03 de fevereiro.
Por outro lado, entre o público entrevistado, quase 40% se dizem contrários à redução da jornada de trabalho. No que se refere ao receio de perder o posto de trabalho, quase 43% revelam-se preocupados com essa possibilidade. Já quase 44% das pessoas ouvidas pela pesquisa dizem que não estão amedrontadas com o desemprego, caso a crise venha a se agravar no Brasil.
Expectativa - A pesquisa realizada pela CNT/Sensus apontou também uma expectativa positiva do brasileiro em relação aos próximos meses. Pouco mais de 51% das pessoas ouvidas avaliam que o número de empregos tende a subir. Enquanto 21,7% acreditam que ficará estável e outros 20,3% afirmam que a situação pode piorar. O otimismo subiu em relação a dezembro de 2008, quando 47,3% dos brasileiros acreditavam que o nível de vagas no mercado de trabalho apresentaria melhoras nos próximos seis meses.
Pouco mais de 74,% dos entrevistados foram favoráveis à abertura de linhas de crédito pelo Governo para as empresas poderem enfrentar a crise, enquanto 14,4% afirmaram ser contra essa proposta. Ainda em relação à expectativa da população para os próximos seis meses subiu de 66,16% em dezembro para 68,95% em janeiro. Esses índices corresponde a uma ponderação das perspectivas da população em relação a emprego, renda, saúde, educação e segurança pública.
Um fato que chama a atenção foram as informações de que 56,5% dos entrevistados conhecem ou ficaram sabendo de alguém que perdeu emprego por causa da crise, enquanto 39,9% não conhecem ou não ouviram de falar de alguém quer perdeu o emprego.
No universo entrevistado, 74,2% dos brasileiros mostram-se favoráveis à abertura de linhas de crédito pelo Governo, para que as organizações enfrentem a crise financeira. Apenas 14,4% se dizem contra o aumento do crédito e outros 11,5% não quiseram responder. A pesquisa da CNT/Sensus indica que 56,5% dos brasileiros têm ciência ou ficou sabendo da crise econômica internacional, enquanto 39,9% dos entrevistados não ouviram falar da crise. Outros 3,8% não quiseram responder ao questionamento.
Metodologia usada - A pesquisa foi realizada de 26 a 30 de janeiro de 2009, em 136 municípios nas cinco regiões brasileiras, onde foram entrevistadas 2 mil pessoas. A Confederação Nacional de Transportes usou o método Probabilidade Proporcional ao Tamanho - PPT. Probabilística sistemática até o Setor Censitário para Urbano e Rural, com cotas para sexo, idade, escolaridade e renda no Setor Censitário.
Vale ressaltar que além da Crise Financeira/Emprego outros indicadores foram avaliados na pesquisa CNT/Sensus, dentre os quais: Avaliação do Governo, Eleições 2010 - 1º e 2º Turnos, Governo Barack Obama, Violência, Amazônia, Desmatamento, bem como o Futuro da Amazônia.
Patrícia Bispo Patrícia BispoFormada em Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo, pela Universidade Católica de Pernambuco/Unicap. Atuou durante dez anos em Assessoria Política, especificamente na Câmara Municipal do Recife e na Assembléia Legislativa do Estado de Pernambuco. Atualmente, trabalha na Atodigital.com, sendo jornalista responsável pelos sites: www.rh.com.br, www.portodegalinhas.com.br e www.guiatamandare.com.br.

O estilo de liderança da "Geração X" de Barack Obama

RH - Liderança - Dicas


Pela primeira vez os Estados Unidos têm um presidente representante da Geração X (nascidos entre 1961 e 1981), que virá substituir os ideológicos "baby boomers" (nascidos no pós-guerra) com um estilo diferente de exercer a liderança.
Ser criança nas décadas de 60 e 70 era experimentar um mundo socialmente conturbado, com diversas mudanças nos valores sociais, como o papel da mulher na família, a separação de casais, além das experimentações com sexo, drogras e "Rock and Roll".
Obama viveu tudo isso. E muitos dos gestores atuais das empresas brasileiras também. Fala-se atualmente acerca do fenômeno da entrada da "Geração Y" no mercado de trabalho. No entanto, nos cargos de liderança, há um absoluto predomínio da "Geração X".
A partir do exemplo do novo presidente norte-americano, muitos especialistas analisaram as principais características de um líder da Geração X. Veja se você as reconhece:

Eclético - gosta de construir pontes para agregar pessoas competentes, em vez de dividi-las previamente em classes ou ideologias.

Conciliador - procura conhecer as diversas opiniões e encontrar um ponto de equilíbrio para atingir o consenso, mesmo em soluções que pareciam inicialmente contraditórias.

Pragmático - prefere tomar decisões a partir da análise de dados, examinando os temas de todos os ângulos e perspectivas.

Transparente - abre o jogo sobre os problemas e exige sinceridade de todos que trabalham consigo.
Willyans Coelho Willyans CoelhoTem graduação em Psicologia e MBA em Gestão Empresarial pela FGV. É o idealizador e diretor do site RH.com.br. Já atuou como professor universitário e consultor de RH. Tem interesse pela área de comportamento organizacional, especialmente por educação corporativa, trabalho em equipe e comunicação interpessoal.

quinta-feira, janeiro 29, 2009

Gerencie seu currículo

Coloque seu currículo num banco de dados acessado diariamente por centenas de empresas. É o que a parceria da VOCÊ S/A com a Curriculum.com.br garante a você. A maior revista de gestão de carreiras do país (são 600 mil leitores todos os meses) se uniu ao site que é o pioneiro em oferecer o encontro gratuito entre profissional e empresa. Com 2,6 milhões de currículos, é também um dos maiores do país nesse tipo de serviço a profissionais.
A Curriculum ganhou, em 2007, o prêmio Top of Mind, eleita a empresa mais lembrada pelo RH na hora do recrutamento e seleção. Atualmente, mais de 30 mil empresas usam os currículos postados gratuitamente no currículum.com.br na hora de preencher suas vagas. A eficiência do site pode ser medida pelos seguintes dados da Curriculum.com.br: - uma vaga é anunciada a cada 1 minuto e 14 segundos; - um currículo é visualizado pelas empresas a cada 2 segundos; - um candidato contratado a cada 2 minutos e 47 segundos; - uma busca por candidatos é feita pelas empresas a cada 21 segundos; - há interesse em contratar candidatos a cada 10 segundos.
Ao cadastrar seu currículo aqui você recebe, entre outros serviços gratuitos, um diagnóstico personalizado da demanda do mercado. Quantas empresas visualizaram seu currículo nos últimos meses? Dessas, quantas se interessaram em fazer um contato com você? Qual a sua taxa de sucesso no período? Além disso, você poderá atualizar seu currículo sempre que quiser.
Assim, manterá sua empregabilidade sempre em alta. Se você necessitar, também pode adquirir serviços de avaliação de currículos, de competências e outros que a curriculum.com.br oferece com a preços a partir de R$ 29,90.

Os conselhos vão mudar

Por José Eduardo Costa

O headhunter Ricardo Gambarotto, sócio da consultoria Spencer Stuart, especializada no recrutamento de altos executivos, acredita que a cúpula das organizações brasileiras está mudando. Nos próximos cinco anos, diz ele, as empresas brazucas terão conselho de administração nos moldes americanos. De seu escritório em São Paulo, ele falou a VOCÊ S/A.

Qual é o papel de um conselheiro hoje?
Palpita. Ele não tem compromisso com o resultado do negócio.

Nos Estados Unidos é diferente?
É, sim. Para começar, muda até a denominação do cargo. Lá, o executivo é membro do board. Significa que ele é parte do processo decisório.

No Brasil, conselheiro não apita nada?
Aqui, ele é um sujeito que não dá expediente. Ele aparece em algumas reuniões mensais, trimestrais ou semestrais, dá sugestões, mas dificilmente tem responsabilidade sobre um conselho implementado que dá errado. Nos Estados Unidos, um conselheiro dá expediente normal e é cobrado pelos acionistas.

O salário para a função deve subir?
Não. Esse é um cargo em que o salário não acompanha o nível de senioridade do profissional nem sua responsabilidade. A motivação vem do desafio, e não da recompensa financeira.

Em estado de atenção

O filósofo Mario Sergio Cortella fala sobre o significado do trabalho e como você deve encarar os novos tempos
Por ROSANA TANUS
Em seu novo livro, Qual É a Tua Obra? – Inquietações Propositivas sobre Gestão, Liderança e Ética (Ed. Vozes), o filósofo e professor Mario Sergio Cortella mostra a importância de saber o valor do nosso trabalho. “A idéia de trabalho como castigo precisa ser substituída pelo conceito de realizar uma obra”, diz Cortella. Confira a entrevista abaixo.

Como as pessoas devem se preparar para o futuro?
É preciso ficar em estado de atenção em vez de render-se ao estado de tensão. O que mais garante uma presença efetiva e de melhor qualidade no futuro próximo é abrir a mente para novos ensinamentos. É claro que não é porque o mundo está mudando com velocidade que se deve mudar também o tempo todo.

Em seu livro, o senhor fala da importância da autonomia no trabalho. Como construí-la no dia-a-dia?
Autonomia é a capacidade de decidir por si mesmo, dentro de nossa liberdade individual. Não se deve confundir autonomia com soberania, pois esta implica fazer o que se quer, independentemente dos outros. A autonomia é a força que impulsiona a criação e a invenção. Para usá-la bem precisamos de iniciativa, empenho, persistência e compromisso com o novo.

É possível desenvolver novas competências com cursos de música, de artes, de filosofia?
Sem dúvida. Todas as vezes em que consigo aumentar meu repertório de conhecimentos e elaborar mais o meu estoque de sensibilidades, a capacidade de refinar minha obra se torna mais viável.

O medo contribui para impulsionar a carreira?
A natureza nos dotou de dois mecanismos básicos de defesa: medo e dor. Quando não atentamos para eles, ficamos vulneráveis ou sem consciência dos riscos. No entanto, medo (que é um sinal de alerta) é diferente de pânico (que leva à incapacidade de ação). Por isso, na carreira, o medo de ficar ultrapassado, de não conseguir responder aos desafios, de estagnar os conhecimentos é, sim, motivador de reação proativa.

Quando se fala em ética , muita gente recorre ao bom senso. A ética tornou-se algo individual?
Não existe ética individual. Ela é um conjunto de valores e princípios que orientam a conduta das pessoas em meio aos outros. A ética é sempre de um grupo, de uma organização, mas o bom senso ajuda a decidir em situações em que não há clareza dos princípios estabelecidos. Mas temos o hábito de considerar de “bom senso” aquela pessoa que pensa como nós.

quarta-feira, janeiro 28, 2009

Tecnologia facilita comunicação interna

Por Élida Bezerra

Desde o advento da Internet, observa-se que é cada vez mais comum a utilização da tecnologia para a viabilização da comunicação interna nas empresas. A partir daí, muitas instituições adotaram uma rede privada de comunicação - a Intranet - que possibilita a troca de informações entre colaboradores e gestores. Um exemplo prático é o uso de portais corporativos, que se tornaram um excelente meio de interação no ambiente organizacional.

Companhias de diversos níveis e segmentos vêm experimentando e investindo nesse tipo de iniciativa. Uma delas é a agência de endomarketing HappyHouseBrasil. Localizada em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, a companhia nasceu em setembro de 2000 com o intuito de promover uma comunicação interna eficiente, eficaz e, além disso, criativa. Atualmente, a empresa conta com 70 colaboradores.

A empresa gaúcha é responsável não só pela criação, produção e implementação de canais e ações de comunicação do público interno de grandes clientes, mas também do seu próprio. A especialista em endomarketing, escritora e sócia-diretora da organização, Analisa de Medeiros Brum, afirma que a tese de que a fidelização do público interno é tão importante quando a do externo é colocada em prática todos os dias. Prova disso é a utilização do blog interno da HappyHouseBrasil.

Implantado em julho de 2008, o HappyBlog é um canal de comunicação interna, que tem feito a diferença na política de Gestão de Pessoas da empresa. A ferramenta surgiu com o principal objetivo de: oficializar a comunicação interna da companhia; integrar a equipe; gerar um canal de interação com a diretoria, e estruturar um banco de dados das informações internas.

Segundo Analisa de Medeiros Brum, a iniciativa de criar o HappyBlog partiu da própria diretoria que verificou a necessidade de se comunicar com seus colaboradores. "Quando eram seis, 12 ou 24 pessoas, a comunicação interna acontecia de forma direta, entre a direção e os funcionários.
Em 2008, a agência passou a contar com 70 pessoas, o que determinou a necessidade de um veículo formal que disponibilizasse assuntos relevantes de forma sistemática, além de permitir que fossem divulgados os melhores trabalhos e as melhores práticas entre todos", declara ao acrescentar que a ferramenta passou a existir devido à grande demanda de informação e de integração por parte da equipe. Vale mencionar que o canal permite que os funcionários busquem informações e façam questionamentos aos gestores.

A diretora da HappyHouseBrasil salienta que os principais critérios utilizados para a elaboração do canal foi o custo zero para a empresa (uma vez que a mesma já contava com uma infraestrutura necessária) e a agilidade na atualização dos dados. "Além de podermos fazer a comunicação em tempo real, podemos corrigir as informações publicadas rapidamente", observa.

Para pôr o canal em prática, Analisa cita que foi realizada uma campanha com wallpapers e adesivos nos locais comuns da agência como, por exemplo, bar e salas de reuniões. "Além disso, uma funcionária - a coordenadora de pauta, que anda bastante por toda agência - usou uma camiseta que dizia que em breve a informação iria circular mais do que ela", completa.
O blog
Durante a implantação da ferramenta de comunicação, a agência teve alguns problemas técnicos. "Algumas pessoas não conseguiam acessar o blog, mas esse contratempo foi rapidamente resolvido pelos profissionais de informática", relembra Analisa de Medeiros Brum. Mas isso não interferiu na aceitação do público interno, uma vez que a receptividade dos colaboradores foi muito boa e todos têm o hábito de utilizar o recurso. Para verificar as novidades do HappyBlog, os funcionários precisam digitar o endereço da página e informar login e senha. "O acesso ao canal é fácil, pois todos trabalham com computadores. É um meio ágil e interativo de se trocar informações", destaca.
Quanto à periodicidade da atualização do HappyBlog, Analisa de Medeiros Brum explica que a mesma é feita conforme a necessidade corporativa. "Todos os dias em que há atualização no blog, enviamos um e-mail para todos os funcionários, sempre em formato de teaser do assunto do novo post, com o link para a pessoa entrar no blog", informa.
Na prática, o espaço é bem democrático. Qualquer colaborador pode participar da edição do blog. Para "alimentar" o blog existe um núcleo editorial da agência - composto por jornalistas da organização. Além das pautas do próprio núcleo editorial da agência que ficam responsáveis pela criação das publicações, há também as demandas da diretoria e dos colaboradores. "O blog é de todos os funcionários. Eles encaminham o assunto - muitas vezes o texto e as imagens prontas - e o núcleo editorial faz somente a postagem", revela a diretora.
O HappyBlog é dividido em sete editorias, das quais os funcionários conferem comunicados da direção sobre diversos assuntos; divulgação dos aniversariantes, festas de comemoração e atividades criativas realizadas pelos profissionais da agência; perfil de novos e antigos colaboradores, referências de endomarketing e o portfólio das campanhas produzidas pela empresa.
Analisa de Medeiros Brum ressalta que o blog também possui um espaço para comentários em todos os posts, onde os usuários podem comentar o que acharam de cada informação divulgada. Através da seção "Face a Face" eles podem enviar perguntas para a direção da empresa, com opção de identificação ou anonimato, bem como visualizar as respostas em forma de post. Por fim, a diretora da HappyHouseBrasil declara que os benefícios que essa iniciativa trouxe aos colaboradores e à organização foi uma comunicação oficial e direta entre colegas e entre equipe e direção.
Élida Bezerra - Estagiária de Jornalismo do site RH.com.br. Estudante de Jornalismo da Faculdade Maurício de Nassau, começou a atuar na equipe RH.com.br em outubro de 2007. Exerceu atividades na Assessoria de Imprensa da Secretaria de Defesa Social do Estado de Pernambuco.

Alerta às empresas: a motivação pode entrar em falência!

Por Patricia Bispo
Dados do Sebrae apontam que quase a metade das micro e pequenas empresas do Brasil não chegam a completar dois anos de existência e fecham as portas. Dentre os principais fatores que contribuem para esta mortalidade precoce estão: burocracia e tributação excessivas, as dificuldades de acesso a créditos e a falta de planejamento. Esses problemas devem ser analisados atentamente pelos empresários.
Além disso, quem atua no campo corporativo sabe que outro item deve ser levado em consideração: a falência motivacional dos profissionais. Afinal, sem colaboradores comprometidos com o negócio e que "vistam a camisa da empresa", não há organização que sobreviva por muito tempo. Diante disso, as companhias criam ações que objetivam motivas as pessoas, mas nem sempre os resultados são satisfatórios e todo o investimento de tempo e dinheiro vai "ralo abaixo". Surge, então, um questionamento: o que fazer para não ser contaminado pela "falência motivacional"?
Para responder essa pergunta, o RH.com.br entrevistou Gilclér Regina, consultor organizacional e especialista em motivação. "O treinamento com foco motivacional e não somente show de apresentação deve ser algo que leva bom-humor com conhecimento, técnicas de trabalho com emoção. Mostrar o trabalho com perfil de paixão ajuda muito neste processo de mudança e em sua manutenção", defende. Se o ambiente da organização em que você atua não é dos mais favoráveis, esse é um texto que poderá ajudá-lo a encontrar a "raiz" da questão e, dessa forma, solucionar o problema o mais breve possível. Confira a entrevista na íntegra e pense sobre o assunto.
RH.com.br - No universo corporativo, vê-se que as empresas buscam motivar os colaboradores, gastam cifras elevadas em programas e que, em alguns casos culminam no fracasso. Onde está o erro das empresas?Gilclér Regina - Acredito que o erro número "um" é não perguntar o que é que motiva. O problema fica concentrado na falsa expectativa, ou seja, enquanto alguns esperam ganhar uma viagem recebem um bônus financeiro e outros que esperavam receber o bônus financeiro ganham uma viagem. Costumo dizer que uma empresa nunca quebra hoje, quebra cinco anos antes e isso não é falência financeira é falência motivacional. A idéia de futuro no mundo que vivemos hoje não é uma repetição do passado. Motivação não é cesta básica. As pessoas tratam a motivação como se ela fosse uma festa de final de ano, uma confraternização. Não. Motivação é coisa séria, é ciência, é estudo do comportamento humano e quanto mais competitividade, quanto mais feroz for uma economia, mais ousadas serão as ações de marketing, as ferramentas de gestão e ganha muito em importância a motivação humana.
RH - Por que A motivação está em constante processo de mudanças?Gilclér Regina - Porque o mundo muda constantemente e, por consequência, as pessoas mudam também, as organizações mudam. O que motivava ontem já não motiva hoje. As expectativas também mudaram. O perfil das pessoas que trabalham hoje em relação aos trabalhadores de 10 ou 20 anos atrás é muito diferente, a tecnologia entrou com força total, sem volta, e o ser humano nesse contexto tem novas motivações para um perfil completamente novo de trabalho. Ser humano é sempre ser humano, está sempre em adaptação. O homem é 10% vocação e 90% adaptação e com isso vai quebrando paradigmas. Einstein dizia: "Traga o interesse para as coisas que você faz e elas acontecem".
RH - A quem cabe a responsabilidade da motivação: ao colaborador ou à alta direção?Gilclér Regina - São dois os caminhos. A empresa que quer um pessoal comprometido, vibrante, jamais pode descuidar desta parte comportamental e motivacional de sua equipe de trabalho, seja por via de treinamentos, planos de incentivos, compartilhamento de interesses e desenvolvimento da carreira de cada um. Porém, o colaborador que achar que toda essa responsabilidade é da alta direção está no lugar errado. A primeira coisa que ele tem que pensar é: "Se eu não investir em mim, quem vai investir?". Quem quer beber água limpa tem que chegar primeiro. O princípio básico do sucesso se chama comprometimento. Essa é a questão: a mesma engrenagem que constrói o sucesso também fabrica o fracasso. O desvio de rota é a atitude do ser humano. E o melhor de tudo isso é que é o próprio ser humano que escolhe o caminho. São sempre dois tipos de pessoas: os motivados que fazem e os desmotivados que reclamam. E estes, culpam o mundo pelos seus insucessos. Estão esperando algum milagre cair do céu até hoje.
RH - A motivação é um estado de espírito individual que pode se tornar coletivo? Gilclér Regina - O interessante nesta questão é que como quase tudo no mundo existe sempre duas situações, sempre dois lados, sempre a escolha de qual caminho seguir está presente. Assim, entendo que a motivação é algo individual, mas seu reflexo atinge o coletivo, logo ela também é coletiva, é grupal. É por esta e por outras que atuamos muito em palestras desenvolvendo equipes, acirrando a competição sadia, buscando o time que converge para o alvo, para as metas, os objetivos e até mesmo os ideais. Da mesma forma que tomamos banho com xampus e sabonetes deveríamos tomar banhos de estado de espírito. Isso nos torna mais felizes, mais produtivos e eficazes e por aproximar as técnicas de trabalho às ferramentas motivacionais, faz com que tanto no plano individual como no coletivo se apresentem os melhores resultados.
RH - Geralmente, em suas palestras o Sr. cita o termo "falência motivacional". Essa expressão é sinônimo para uma "simples" desmotivação ou é um estágio corporativo muito mais preocupante? Gilclér Regina - Novamente as duas coisas. No campo pessoal pode ser esta simples desmotivação, talvez até algo momentâneo, mas que se não tratada acaba regredindo para coisas piores. Mas o principal alvo desta afirmação é este estágio corporativo que realmente preocupa e é isso que nos faz dizer que uma empresa não quebra hoje, quebra cinco anos antes. É algo que vem corroendo, minando as energias, cegando aos poucos, mascarando a verdade. Eu atuava como consultor em uma indústria alimentícia e todos os sábados os representantes traziam os produtos da concorrência para análise e o responsável pela criação dos produtos era chamado, experimentava e jogava no lixo dizendo que os produtos não prestavam. Um dia dei uma ideia aos representantes e pegamos o produto da empresa e reembalamos com a caixa e embalagem da concorrência. Quando o gerente de produtos foi chamado naquele sábado, mal experimentou o produto da "concorrência" que na verdade era o dele, jogou logo no lixo e disse que não prestava, citando outros palavrões que não cabe aqui dizer. Esse tipo de mascaração da verdade, mina aos poucos a resistência da empresa, da marca, das mudanças necessárias que nunca mudam e, por este tipo de ignorância e outras, acaba provocando a falência motivacional da empresa, do negócio, das pessoas. E por conseqüência, a falência financeira.
RH - A falência motivacional pode ser revertida?Gilclér Regina - Nenhum animal conhecido na Terra supera o ser humano que nasce com um cérebro do tamanho de um tomate e na sua fase adulta tem o tamanho de um pequeno mamão. O ser humano é cérebro, mas também é sentimento. Você não pode chegar para alguém e dizer: "Lá fora você sente, aqui dentro você pensa". É claro que o ideal é ter o foco no trabalho e é isso que constrói o sucesso, mas para que isso aconteça a pessoa tem que estar de bem com a vida, consigo mesma. É preciso prestar mais atenção aos detalhes, saber aceitar as diferenças individuais e trabalhar o potencial de cada um para o bem do grupo, da equipe, do coletivo, dos resultados. Já vi algumas empresas reverterem esse quadro, onde imperava um ambiente pesado, onde as pessoas viam inimigos por todos os lados e hoje vivem um ambiente de camaradagem, de comprometimento, de foco e a empresa com os seus bons resultados figura entre as melhores, inclusive para se trabalhar reconhecida pelos mecanismos de pesquisa.
RH - Quando uma empresa diagnostica uma falência motivacional, o que deve ser feito em primeiro lugar?Gilclér Regina - Partir imediatamente para a mudança. Criar mecanismos que integrem a equipe de trabalho com o foco da empresa. Identificar as necessidades individuais, as carências, perceber se há neste processo pessoas certas em lugares errados e pessoas erradas em lugares certos e proceder imediatamente à correção de rota. O treinamento com foco motivacional e não somente show de apresentação deve ser algo que leva bom-humor com conhecimento, técnicas de trabalho com emoção, mostrar o trabalho com perfil de paixão ajuda muito neste processo de mudança e em sua manutenção. No Brasil, essa consciência começa a despertar mais forte agora. Até, então, as empresas treinavam técnicas e fim. Não entendiam que tudo o que faz a tecnologia funcionar, todos os processos de trabalho, todo o sistema de organização, os métodos precisam de pessoas motivadas, comprometidas, atoladas de boa motivação até o pescoço. Mas volto a dizer, motivação não é cesta básica, é motivação com responsabilidade pelo perfil da empresa, do negócio, suas políticas, sua filosofia, seu respeito aos membros da equipe, a reciprocidade com as pessoas. Não se admite em pleno século 21 uma pessoa trabalhar sem que seja com uma visão de ação, de resultados, de crescimento. O ser humano não quer se sentir um figurante, ele quer se sentir participante.
RH - Como a área de RH deve se comportar diante da falência motivacional?Gilclér Regina - A área de RH é a que considero de maior importância porque ela pode e deve integrar as pessoas, os departamentos, em todo o processo. É ela que cria toda essa integração, que deve identificar as necessidades de um lado da empresa e do outro lado das pessoas da equipe. E ao trabalhar as equipes, perceber as individualidades, também muito importantes no sistema, identificar os talentos, para que a empresa possa investir mais nestes. Reter estes talentos que serão de grande importância para a presença da empresa na alta competição de mercado. A área de RH deve funcionar como o grande elo de ligação entre o perfil do negócio, suas táticas e estratégias com o desempenho das pessoas, o perfil necessário dos cargos e funções, a integração destes com outros departamentos e com o próprio trabalho. Para tal, deve buscar recursos dentro ou fora da organização, de treinamentos técnicos e motivacionais, que atendam a sua necessidade, que ajudem a dar consistência ao programa desenvolvido. Tudo isso que falei deve ser também no campo preventivo, porque tem muita empresa que participa no mercado, tem sua área de RH definida, mas está em um processo lento de óbito anunciado através da falência motivacional de sua equipe de trabalho e por tabela todo o resto, tecnologia, sistemas, processos, tudo, que um dia cai sem a presença de pessoas comprometidas, entusiasmadas com o seu trabalho, com sua marca, com sua empresa.
RH - Quais os melhores mecanismos para se identificar um quadro de falência motivacional?Gilclér Regina - Existem vários, podemos citar aqui a pesquisa de ambiente, conhecida como pesquisa de clima, que procura identificar onde pode estar ocorrendo algum estrangulamento no sistema de trabalho, ambiente, expectativa das pessoas e diante do resultado partir para a ação, estabelecendo estratégias para melhorar a motivação das equipes. Existem muitas outras formas de "sentir" a equipe, o ambiente, a motivação dos times e mesmo a individualidade das pessoas e seu convívio com o conjunto. Ações como "café da manhã com a liderança" vejo como bem-vindos, onde se internaliza o que está acontecendo em nível de direção, quais os rumos do negócio, quais as expectativas que se tem das pessoas e ao mesmo tempo sentir quais as expectativas que as pessoas têm em relação à empresa ou ao departamento, à unidade, sentir se há identificação e comprometimento do grupo, se estão estáveis ou mesmo se existem focos a serem reparados. Vejo como positivas também as conversas individuais sobre um plano de carreira e no plano pessoal deixar as claras as expectativas das duas partes, empresa e funcionário e se são compatíveis entre si.
Patrícia BispoFormada em Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo, pela Universidade Católica de Pernambuco/Unicap. Atuou durante dez anos em Assessoria Política, especificamente na Câmara Municipal do Recife e na Assembléia Legislativa do Estado de Pernambuco. Atualmente, trabalha na Atodigital.com, sendo jornalista responsável pelos sites: www.rh.com.br, www.portodegalinhas.com.br e www.guiatamandare.com.br.

domingo, janeiro 18, 2009

Diga o que pensa para ter mais amigos e sofrer menos

Expresse suas opiniões para prevenir estresse e depressão


O filtro que divide as idéias pensadas daquelas que ganham voz é indispensável no dia-a-dia. Dizendo tudo o que pensa, é difícil manter o emprego, segurar o namoro e até preservar os amigos. Mas o contrário disso também não é nada saudável. "Quem abre mão de falar o que pensa não se deixa conhecer", afirma a psicóloga Madalena Cabral Rehder, coordenadora do Núcleo de Especialização em Psicodrama e Sociodrama de Santo André e Região. A timidez e a vontade de agradar são, em geral, as justificativas usadas pelos indivíduos que, quase sempre, ficam quietos o máximo possível. A estratégia, contudo, acaba pondo em risco o convívio social, ameaçado pela dificuldade de entender os desejos dessas pessoas e pela aparente falta de interesse que elas apresentam nas relações (afinal, expressão e participação andam de mãos dadas na maioria das vezes). "Deixar de expressar o que pensa é omitir-se perante a vida", diz a psicóloga.Sem dúvida, há quem nasça com um temperamento mais reservado, precisando sentir confiança no ambiente antes de manifestar opiniões. Não há problema nenhum nisso, aliás é até saudável e evita constrangimentos. Isso porque essa avaliação funciona como uma espécie de vacina contra comentários não são adequados para o momento (seja pela superficialidade, seja pelo julgamento precipitado).Mas não pense que se furtando de falar você consegue desenvolver essa habilidade. Segundo a especialista do Núcleo de Especialização em Psicodrama e Sociodrama, expressar bem os seus pensamentos e opiniões requer aprendizagem, com exercícios freqüentes e de dificuldade variável. Soltar o verbo entre amigos, por exemplo, tende a ser bem mais simples do que relatar a seu chefe sua insatisfação no trabalho.Só lembrando que a comunicação é uma via de mão dupla: é importante falar e também ouvir, com o máximo de transparência possível, evitando questões mal resolvidas. "Aprender a se comunicar de forma espontânea e com criatividade favorece o crescimento pessoal e profissional", diz a psicóloga. As pessoas entendem as suas ações e, portanto, conseguem confiar mais em você graças à intimidade que é partilhada pouco a pouco.Manual contra timidez Receita pronta, para combater a timidez, não existe. Mesmo quem tem facilidade para se expressar, não raro, acaba sendo vítima de mal-entendidos. Se isso acontecer com você, use o episódio em favor da experiência (e não como fonte de lamentações e desculpa para se fechar ainda mais). "As falhas geram frustrações e ansiedades, que precisam ser vistas e revistas sempre por meio de uma análise com um psicólogo ou de uma auto-análise", recomenda Madalena Rehder. Nos momentos explosivos, entretanto, o silêncio raramente encontra substituto melhor, seja você da turma expansiva ou mais retraída. "Nesses casos, o melhor mesmo é aquietar e, posteriormente, falar do assunto em outro momento propício. A cautela na comunicação muitas vezes é bem-vinda. Aprendemos com o outro, assim como o outro aprende conosco", diz a especialista. A psicóloga ainda explica que as pessoas tensas, sob pressão do estresse, são as mais comprometidas nos seus discursos. Elas sentem que o mundo é um adversário e, para superar o problema, a dica é procurar um auxilio profissional da área de saúde (médicos, psicólogos), readquirindo sua energia vital da comunicação com criatividade e espontaneidade. É até normal querer falar e ter as palavras atropeladas pelo choro. As emoções tornam o diálogo mais tenso e, por causa disso, é importante não deixar os sentimentos guardados, acumulando-se em forma de angústia. "Refletir, meditar e analisar sobre as situações vividas que não deram certo ou foram frustrantes são os exercícios mais difíceis, mas também os mais valiosos e saudáveis para as descobertas do amor próprio, para a aceitação pessoal e a para aceitar o outro", diz a psicóloga. Nestes exercícios, segundo ela, as falhas têm a chance de ser transformadas em fonte de aprendizagem. Quando esse processo torna-se natural, culpa, raiva e medo desaparecem e você fica imune a males mais sérios, como a depressão. "O isolamento é uma maneira de mostrar que você precisa de cuidado", afirma a psicóloga. Mas, certamente, pedir ajuda traz resultados bem mais eficientes em comparação a esperar que alguém adivinhe que você está sentindo falta de acolhida.

quarta-feira, janeiro 07, 2009

CONCURSOS COM INSCRIÇÕES ABERTAS EM TODO BRASIL

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segunda-feira, janeiro 05, 2009

A SertaRH

A SertaRH vem se destacando no mercado de Recursos Humanos há 12 anos. Temos uma metodologia de trabalho transparente e moderna que preza acima de tudo o respeito no relacionamento com nossos colaboradores, clientes e parceiros. Nossos serviços são direcionados para implementar o mais eficaz softwarede de Recursos Humanos de maneira eficiente, monitorando e oferecendo suporte de acordo com as necessidades de cada cliente. Utilizamos tecnologia avançada proporcionando confiança, segurança e alta performance para a execução dos processos do sistema, obtendo resultadosrápidos e satisfatórios. Nos destacamos entre as 100 Melhores Empresas Fornecedoras de Tecnologiapara Recursos Humanos nos anos de 2005, 2006 e 2007. Essa premiação organizada pela Editora Segmento, um veículo sério e decredibilidade nacional no Mercado de Recursos Humanos, reforça que nossos propósitos seguem no caminho correto, sendo aprovados pelos profissionaisdesta área. Humanus® Sistema de Gestão de Recursos Humanos e Folha de Pagamento. Seus colaboradores são os recursos empresariais mais preciosos e um fatorcrucial para a evolução e crescimento de seu negócio. Nossa solução possui a sustentação para que você organize suas operaçõesde pessoal sob uma perspectiva ainda mais eficiente, permitindo oplanejamento estratégico, alto valor agregado no planejamento dos recursos humanos, com um foco em cada colaborador como um indivíduo único. A administração dos recursos humanos não é uma função secundária em uma empresa. Pelo contrário, toca no núcleo da organização. Indicar que o pessoal é o recurso mais importante não é meramente uma frase vazia, é pura realidade.Os acordos coletivos tradicionais têm sido gradativamente substituídos por novos tipos de contratos, e a força de trabalho considera-se cada vez mais como um conjunto de habilidades individuais e não um agrupamento de pessoas somente. Os métodos de trabalho e as horas trabalhadas tornaram-se mais livres, mais flexíveis. Além disso, trabalhar em vários tipos de projetos simultaneamente é um método cada vez mais praticado. Estas mudanças, por sua vez, estão criando uma necessidade de novos métodos de gerenciamento do tempo e acompanhamento das atividades. Para isso, há necessidade de se ter uma solução radical de TI com funcionalidades extremamente extensivas e flexíveis uma solução integrada, como os nossos produtos.

Resiliência, a chave do sucesso em qualquer área

Fonte: Gazeta Mercantil/Caderno D - Ricardo Bellino

A resiliência é um termo proveniente da física. Trata-se da capacidade que certos materiais apresentam de absorverem impactos e retornarem à sua forma original. Transposta para o comportamento humano, a resiliência representa não apenas a habilidade de lidar com as adversidades e de superá-las, mas também a capacidade de não permitir que essa experiência afete de modo negativo e permanente seu modo de ser e de ver o mundo.É fácil perceber a importância que isso possui em nosso desenvolvimento pessoal e profissional. Imagine uma pessoa que perde o emprego ou que se vê forçada a desfazer uma sociedade por ter confiado nas pessoas erradas ou devido à ação de indivíduos mal-intencionados. Ela pode vir a encontrar outro emprego ou iniciar um novo negócio. Mas isso, por si só, não é sinal de resiliência. Se a pessoa em questão tiver pouca ou nenhuma resiliência, sua maneira de ser e de ver o mundo será negativamente afetada por essa experiência. Ela pode, por exemplo, passar a desconfiar de tudo e de todos, assumir o comportamento de vítima e enxergar apenas o que os outros têm de pior. Esse tipo de atitude, é claro, comprometerá seu bem-estar psíquico e emocional, bem como seus relacionamentos e sua ascensão profissional. Já a atitude de uma pessoa resiliente é completamente diferente. Por mais que a experiência a tenha feito sofrer, ela é capaz de superá-la sem que asua essência seja negativamente alterada. Em vez de desconfiar de todo mundo, ela simplesmente aprende a selecionar melhor seus amigos e sócios. Em vez de adotar uma postura de vítima, ela passa a acreditar ainda mais em sua capacidade de superação. E, por mais que a dificuldade experimentada a tenha abalado, ela não perde a fé, a convicção e o entusiasmo. Estudos indicam que pessoas resilientes mantêm sua integridade emocional inclusive quando se confrontam com situações devastadoras. Em meados de 2001, a psicóloga Barbara L. Fredrickson, da Universidade da Carolina do Norte, fez uma pesquisa para detectar a resiliência de um grupo de estudantes universitários. Pouco depois, os Estados Unidos - e o mundo - foram abalados pelos ataques terroristas ocorridos em setembro daquele ano, no qual milhares de pessoas perderam suas vidas. A doutora Fredrickson retomou suas pesquisas, dessa vez para detectar os efeitos da tragédia no grupo que ela estava estudando. Os resultados indicaram que os resilientes experimentaram as mesmas sensações de angústia e tristeza que os não-resilientes. A diferença é que eles demonstraram maior capacidade de recuperação e foram menos afetados por problemas como estresse pós-traumático, depressão e ansiedade. Por quê? De acordo com os estudos da doutora Fredrickson, oprincipal motivo é a atitude positiva que os resilientes demonstram perante a vida. Mesmo em face de uma situação extrema, eles conseguiram invocar emoções positivas - como a gratidão por estar vivo, a compaixão e o desejo de ajudar - e mantiveram o foco no altruísmo e na coragem dos que participaram das missões de resgate, em vez concentrarem- se apenas na perversidade dos perpetradores .Pode-se dizer que é uma questão de foco, de perspectiva. No entanto, são as coisas nas quais você decide focar sua atenção que definem suas escolhas de vida.
Ricardo Bellino - Empresário e dealmaker, fundador da Gold & Bell, do Inemp,o Instituto do Empreendedor, e da Escola da Vida (www.escoladavida. com). Autor de diversos livros lançados em mais de dez países, é também colunista e palestrante.

Você pode mudar a sua vida

"Mensagem da semana"

Olá Amigo(a) por vezes você se pergunta como compreender crimes violentos que abalam a nossa sociedade, de que maneira classificar a corrupção de figuras públicas que deveriam ser exemplos de dignidade, em outros momentos surgem imagens de hostilidades e disputas entre paises e grupos que resultam na mortalidade de jovens e você interroga-se sobre a natureza humana que guarda esta destrutividade. São questionamentos nobres que estudiosos na área da ciência e filosofia procuram explicações. Entretanto você não tem respostas definitivas para estas grandes questões, talvez possa com menos esforço refletir e responder como prevenir os incidentes familiares de irritabilidade que tanto machucam familiares queridos. Você tem conhecimento da importância de ser previdente com seus recursos econômicos, desta maneira pode valorizar seus esforços e trabalho para gerar prosperidade. Em conflitivas entre pessoas da convivência você pode assumir o papel daquele que acalma e propõe um olhar pacificador. Compreenda que sua área de ação é muito grande em seu espaço cotidiano. Novas possibilidades de intervenção surgirão na medida em que entenda e resolva aquilo que estiver próximo a você. Desta maneira você muda sua vida: mudando sua maneira de olhar, a forma de relacionar-se e agindo focado em soluções próximas a você.
Narrativa da Semana:
Carlos era entusiasmado, tinha uma capacidade de convencimento extraordinária, falava com carisma da necessidade de buscarmos mais humanidade nas relações institucionais, criticava a violência social fruto de injustiças, discursava entre amigos sobre "uma sociedade ideal que puna o crime de colarinho branco". Entretanto sua família sentia-se abandonada por ele. Poucas eram as oportunidades em que era exemplo de atenção e dedicação para seus filhos. Muitos cansavam-se ao ouvir o discurso repetitivo e exaltado de Carlos. Ele esclarecia a importância do uso respeitoso do dinheiro público, mas na sua vida pessoal destruía recursos econômicos com compras desnecessárias, confundindo realidade e fantasia.
Mario assistia o "jornalismo catástrofe" que descrevia crimes de amor, crimes por transgressão social, etc...Seu envolvimento e compromisso em acompanhar estes acontecimentos policiais o faziam ficar prezo a telinha muitas horas ao dia. Esbravejava contra pessoas que sofriam de transtorno de conduta. Porém agredia intensamente agressores zombando e fazendo piadas da fragilidade das vítimas, segundo ele ingênuos. Era extremamente rude e acido, desmerecendo sentimentos e a afetividade daqueles com quem convivia, não obstante chorava ao assistir novelas na TV.
Francisco apresentava-se com limitações na articulação e exposição de idéias, mas era extremamente compreensivo e colaborador com pessoas que conviviam com ele. Diria que era uma árvore frutífera, que não sabia explicar, discutir como se produziria frutos, mas com certeza ficava ricamente coberto de frutos e generosamente favorecia a todos que tinham o prazer de conviver com ele.
Às vezes o discurso inspira mudanças, entretanto o fazer é modelo que ilumina e arrebata para mudanças consistentes em nossa vida. Não que a exposição não possa ser fundamental para agregar valores, mas o brilho fica para a "palestra sem palavras" do exemplo. Francisco descobriu que podemos mudar nossa vida através da vontade e ação, baseadas na realidade.
Abraço,
Alexandre Rivero
Pontos de Reflexão:
1)Como posso mudar minha vida?
2)Como convencer as pessoas de maneira eficiente?

As perguntas serão respondidas na "Reunião de Psicologia e Ajuda".
Entrada: 1kg de alimento
Data: Terça Feira às 16:00horas e às 19:30horas.

"Ajude-nos a ajudar as pessoas. Divulgue!"

PLANTÃO DE PSICOLOGIA GRATUITO – ANSIEDADE / DEPRESSÃO / PÂNICO

oconsultorio.com 28anos
Alexandre Rivero é Psicólogo, Especialista em Psicologia Clínica, Mestrado USP e Professor Universitário
Fone 2274-8217 ou 2915-0287 – R.Bom Pastor, 1715 – Ipiranga

sábado, janeiro 03, 2009

[ Desempenho ] Os benefícios de uma avaliação de desempenho Patrícia BispoJornalista responsável pelo conteúdo da comunidade virtual RH.com.br.

Quando se fala em avaliar uma pessoa, seja em que situação for, é natural a tensão, o nervosismo e a preocupação perdurem no processo. No ambiente organizacional, os profissionais não fogem a essa regra, principalmente se caso o processo de avaliação não seja transparente e tampouco se a empresa não exista respaldo para tirar as dúvidas dos colaboradores “o que realmente significa ser avaliado”. No mercado, existem várias metodologias adotadas pelas empresas. No entanto, há aquelas que preferem desenvolver um recurso próprio, que se enquadre à sua realidade e cultura corporativa.
Esse é o caso da Kaizen – empresa de tecnologia especializada na integração de sistemas e no desenvolvimento de soluções de TI. São seis suas áreas de atuação: Soluções de Negócios, Infra-estrutura, Continuidade de Negócios, Outsourcing, Educacional e Consultoria. Fundada em 1995, hoje conta com mais de 160 funcionários e unidades em Indaiatuba (região metropolitana de Campinas), São Paulo e Porto Alegre, além de uma subsidiária na Venezuela e outra nos EUA.
Batizado de Levantamento do Perfil Kaizen (LPK), o recurso foi desenvolvido há oito anos por um grupo de funcionários e, depois, disseminado para outras áreas da empresa. Atualmente, a ferramenta é de responsabilidade da área de Gestão de Talentos (GT). Os profissionais, é fundamental salientar, são avaliados dentro de três vetores: “Responsabilidade da Função” e “Conhecimento Técnico” – que ficam a cargo dos gestores de cada área, com o apoio da área de Gestão de Talentos - e o vetor “Perfil”, cuja responsabilidade é apenas da área de GT.
Vale destacar que a Kaizen adotou esta forma de elaboração da ferramenta, pois ao envolver os funcionários na criação da metodologia, o comprometimento de toda empresa tornou-se maior e foram obtidos resultados assertivos e aderentes à realidade da companhia.
De acordo com Daniel Dystyler, diretor de Gestão de Pessoas, o que motivou a Kaizen a desenvolver uma ferramenta própria para avaliar os colaboradores foi a possibilidade de dar um direcionamento à carreira dos funcionários. “Dar foco e responder à pergunta que todo funcionário quer ver respondida: o que a empresa espera de mim?”, comenta, ao acrescentar que o LPK promove ainda a aproximação dos líderes/liderados e auxilia a identificar os interesses e os anseios dos colaboradores.
As fases da avaliação - Aplicado entre funcionários a todos os funcionários e estagiários da organização, o LPK possui três etapas. A primeira delas compreende o “perfil” e aborda, entre outros tópicos, a postura do funcionário frente aos valores da empresa, o que possibilita discussão, a orientação e o aconselhamento para direcionamento da carreira.
O segundo vetor (Responsabilidade da Função) é praticamente o “job description”, ou seja, é a lista de atividades que o profissional deve desempenhar em seu dia-a-dia. O último vetor (Conhecimento Técnico) avalia as competências de cada funcionário para o desempenho de suas responsabilidades. Esta avaliação acontece anualmente, e é o momento onde cada colaborador tem oportunidade de conversar isoladamente com seu gestor sobre quais caminhos ele deve seguir para se desenvolver profissional e pessoalmente, e em que situação se encontra. É o momento em que a pessoa evidencia anseios e desejos, para que seu gestor a ajude em seu desenvolvimento.
O diretor de Gestão de Talentos comenta que os questionários da avaliação são respondidos separadamente - pelo funcionário e pelo gestor. Um não tem acesso às respostas do outro até a reunião de validação do LPK. Nessa etapa, os dois questionários são tabulados em duas colunas e cada item é discutido “ponto a ponto”, para gerar um entendimento completo sobre o momento que cada funcionário está. O resultado dessa conversa é registrado em uma terceira coluna que pode registrar um consenso ou não. Com essa discussão tão clara e presente, é gerado o Plano de Desenvolvimento Individual - PDI, que contém as áreas foco de desenvolvimento do funcionário para o próximo período e suas metas.
Ao ser indagado se a organização sentiu alguma dificuldade para implantar o processo de avaliação de desempenho, Daniel Dystyler diz que isso não ocorreu. Para garantir a correta manutenção dessa ferramenta e mantê-la alinhada às necessidades atuais da organização, periodicamente a Kaizen adota a seguinte linha de trabalho:- promove discussões formais com grupos identificando pontos a serem melhorados;- analisa a pesquisa de clima organizacional anônima;- realiza contatos informais da diretoria e da área Gestão de Talentos com os funcionários, para sentir como está a receptividade da ferramenta.
Benefícios - O LPK trouxe benefícios para a organização, dentre os quais se destacaram: a possibilidade de dar um direcionamento de carreira; oferecer entendimento do que a empresa espera de cada funcionário; estimular a possibilidade de identificar o nível de satisfação de cada funcionário com suas atividades/áreas de atuação e seus desejos; bem como o fortalecimento de uma comunicação franca e aberta.
Por fim, o diretor de Gestão de Talentos afirma que a importância de se adotar uma ferramenta de avaliação para a área é imprescindível mensurar se os projetos em andamento estão sendo assertivos e, assim, direcionar as ações de Gestão de Pessoas para manter um excelente ambiente de trabalho. “No nosso caso, o mais importante de tudo é a ferramenta que dá foco e orientação no crescimento profissional de cada funcionário da Kaizen”, conclui.
Publicado em 15/12/2008 no www.RH.com.br.
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Leandro Martins Consultor Vetorh
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sexta-feira, janeiro 02, 2009

Para refletir.... Magnífico!

...Tanto nossa alma como nosso corpo são compostos de elementos que já existiam na linhagem dos antepassados. O "novo" na alma individual é uma recombinação, variável ao infinito, de componentes extremamentes antigos. Nosso corpo e nossa alma têm um caráter eminentemente histórico e não encontram no "realmente-novo-que-acaba-de-aparecer" lugar conveniente, isto é, os traços ancestrais só se encontram parcialmente realizados. Estamos longe de ter liquidado a Idade Média, a Antiguidade, o primitivismo e de ter respondido às exigências de nossa psiquê a respeito deles. Entrementes, somos lançados num jato de progresso que nos empurra para o futuro, com uma violência tanto mais selvagem quanto mais nos arranca de nossas raízes. Entretanto, se o antigo irrompe, é frequentemente anulado e é impossível deter o movimento para a frente.

Mas é precisamente a perda da relação com o passado, a perda das raízes, que cria um tal "mal-estar na civilização", a pressa que nos faz viver mais no futuro, com suas promessas quiméricas de idade de ouro, do que no presente, que o futuro da evolução histórica ainda não atingiu. Precipitamo-nos desenfreadamente para o novo, impelidos por um sentimento crescente de mal-estar, de descontentamento, de agitação. Não vivemos mais do que possuímos, porém de promessas. Não vemos mais a luz do dia presente, porém perscrutamos a sombra do futuro, esperando a verdadeira alvorada. Não queremos compreender que o melhor é sempre compensado pelo pior. A esperança de uma liberdade maior é anulada pela escravidão do Estado, sem falar dos terríveis perigos aos quais nos expõem as brilhantes descobertas da ciência.

Quanto menos compreendemos o que nossos pais e avós procuraram, tanto menos compreendemos à nós mesmos e contribuímos com todas as nossas forças para arrancar o indivíduo de seus instintos e de suas raízes: tranformando em partícula da massa obedecendo somente ao que Nietzche chamava o espírito da gravidade.

É evidente que as reformas orientadas para a frente, isto é, por novos métodos ou gadgets. trazem melhorias imediatas, mas logo se tornam problemáticas e ainda por cima custam muito caro. Não aumentam em nada o bem-estar, o contentamento, a felicidade em seu conjunto. Na maioria das vezes são suavizações passageiras da existência, como por exemplo, os processos de economizar tempo que infelizmente só lhe precipita o ritmo, deixando-nos, assim, cada vez, menos tempo "Omnis festinatio ex parte diaboli est" (toda pressa vem do Diabo), costumavam dizer os antigos mestres.

As reformas que levam em conta as experiências do passado são em geral menos custosas e, por outro lado duráveis, pois retornam aos caminhos simples e mais experimentados de outrora, e só fazem um uso moderado dos jornais, do rádio, da televisão e de todas as inovações feitas no sentido de se ganhar tempo.

Falo muito neste livro de minhas concepções subjetivas que não representam, entretanto, argúcias da razão, são muito mais visões que surgem quando os olhos semicerrados e os ouvidos amortecidos, procuram ver e ouvir as formas e a voz do ser. Se vemos e ouvimos com demasiada nitidez limitamo-nos à hora e ao minuto de hoje e não observamos, se e como, as nossas almas ancestrais percebem e compreendem o hoje em outros termos, e como o inconsciente reage. Dessa forma, continuamos ignaros e não sabemos se o mundo ancestral participa de nossa vida com prazer primitivo, ou se, pelo contrário, volta as costas com desgosto. Nossa calma e satisfação íntima dependem, em grande parte, do fato de saber se a família que o indivíduo personifica, está ou não de acordo com as condições efêmeras de nosso presente.

Na minha torre em Bollingen, vive-se como há séculos. Ela durará mais do que eu; sua situação e seu estilo evocam tempos que há muito já passaram. Lá poucas coisas lembram o presente.

Se um homem do século XVI entrasse na casa, somente o lampião de querosene e os fósforos seriam novidade para ele; com o resto ele não teria dificuldade. Nada, nela, perturbaria os mortos: nem luz elétrica, nem telefone. As almas de meus ancestrais são mantidas pela atmosfera espiritual da casa, pois respondo, bem ou mal, às questões que suas vidas deixaram em suspenso; desenhadas nas paredes. É como se uma grande família silenciosa, ao longo dos séculos, povoasse a casa. Lá, vivo meu personagem número dois e vejo amplamente a vida que se cumpre e desaparece."


Carl Gustav Jung - Mémorias, Sonhos e Reflexões - Editora Nova Fronteira

quarta-feira, agosto 31, 2005

A empresa de Corpo, Mente e Alma

O que são o corpo, a mente e a alma de uma empresa?

* O Corpo - é a parte tangível: máquinas e equipamentos, instalações, estoques, produtos e serviços, caixa e lucro.

* A Mente - cuida das estratégias, do negócio, do foco e dos diferenciais.

* A Alma - ocupa-se dos relacionamentos internos, da comunicação, do comprometimento, da motivação , do exercício da liderança e do trabalho em equipe.

Atualmente as empresas comprometidas em alcançarem algo mais do que resultados, se preocupam com a questão das partes que formam o todo. Ou seja, uma empresa para funcionar em condições favoráveis deve ser plena e essa plenitude envolve, o corpo, a mente e a alma em equílibrio. Mas como tornar isso possível sem parecer uma utopia?
Aconselho a todos, lerem o livro que além de instrutivo é muito rico em conteúdo didático e vivencial. Portanto, boa leitura e posteriormente gostaria de obter a opinião dos leitores sobre essa rica obra literária.

Abraços

Alessandra Crivoi Cesar

Comentários sobre o livro: A Empresa, de Corpo, Mente e Alma - Como obter melhores resultados com equipes comprometidas e clientes fiéis. Autor: Roberto Adami Tranjan - Editora Gente

quarta-feira, junho 29, 2005

O verdadeiro profissionalismo


OPINIÃO

Ricardo de Almeida Prado Xavier *

As fábulas de Esopo, que viveu no Século 6º antes de Cristo, atravessam os tempos com a simplicidade que as torna imediatamente compreensíveis pelas crianças e a sabedoria que as revelam úteis para aqueles que querem conduzir melhor suas vidas e negócios. Uma delas conta a relação entre o cavalo e seu tratador, que passava todo o tempo a analisar, limpar e escovar o animal, mas, sorrateiramente, roubava parte da aveia destinada à sua alimentação. “Que pena! Se o senhor realmente desejasse me ver em boas condições, me acariciaria menos e me alimentaria mais”, disse o cavalo.
A moral da história é que se deve desconfiar de quem procura agradar, mas deixa de fazer o bem para o outro; são aqueles que procuram disfarçar com tarefas menores o mal que fazem ou a omissão em cumprir com seu dever.
No que diz respeito à carreira, muito se pode tirar dessa fábula tão curta e contundente. Podemos mencionar pelo menos três ângulos que merecem uma boa discussão: a ética, o serviço ao cliente e o direcionamento dos esforços.
Ética – fazer o que deve ser feito. O tratador deixava de dar a quantidade certa de ração ao cavalo, numa flagrante derrapada ética. A serviço de uma organização ou pessoa, o profissional tem a obrigação de fazer o que deve ser feito para a realização dos objetivos da função. Quando ele se furta a fazer o melhor, está lesando o cliente e de nada adiantarão eventuais agrados e bajulações. O exercício zeloso de uma função (escovar o cavalo) não exime o indivíduo da responsabilidade pelas outras (dar ração integral) e muito menos autoriza uma ação ilícita, como o roubo da ração. Mais cedo ou mais tarde, seu truque será descoberto e alguém dirá: “Que pena!Você foi desonesto.”
Exemplos de comportamentos não-éticos: sonegar informação adequada para que o colega resolva um problema; deixar de fazer o melhor negócio para o cliente ou empregador, por neglicência, preguiça, interesse pessoal; usar recursos do cliente ou do empregador para objetivos pessoais.
Além dos aspectos éticos envolvido, há também o da relação de prestação de serviço ao cliente. O tratador escovava o cavalo com zelo, mas não fazia aquilo que mais serviria ao animal. Para prestar um serviço de real valor para um empregador ou cliente, antes de mais nada temos de perceber o que efetivamente é mais útil.
Isso quer dizer que falha o profissional que: faz as coisas da própria cabeça, relutando em aceitar as diretrizes da empresa; não se preocupa em identificar com precisão a necessidade do cliente; direciona seus esforços e talento para aquilo que quer e não para aquilo que é melhor. Eis que um dia o cliente simplesmente desaparece ou o empregador apresenta o cartão vermelho. Quem não ajuda, atrapalha!
Direcionamento dos esforços: tratar bem e alisar. O profissional efetivamente interessado em ser empregável e promovível preocupa-se, primeiramente, em não lesar aquele a quem está servindo, isto é, em não roubar a ração do cavalo. Segundo busca ser efetivamente útil, isto é, procura fazer as coisas corretas e mais fundamentais, de valor e necessidade vital. Por fim, não custa nada escovar o cavalo, isto é, procura colocar um “molho” especial, oferecer um plus, fazer coisas que agradam. Com isso sua visibilidade tende a aumentar e sua reputação positiva espalha-se. Quando a empresa o promove está cuidando do bem dela própria – e nada melhor que o interesse próprio para levar os outros a nos levarem ao crescimento.
O profissional precisa lembrar-se sempre – e principalmente – de que tudo o que faz para o bem ou para o mal, acaba aparecendo. Embora nem sempre se perceba isso, todos estão em vitrines de alta visibilidade, especialmente para aqueles que estão mais próximos. Quem faz o certo terá boas referências de ex-colegas, ex-chefes. Quanto a quem não preocupa em plantar o bem, que referências pode esperar?
* Administrador de Empresas, é presidente da Manager Assessoria em Recursos Humanos – e-mail: ricardoxavier@manager.com.br; site: www.manager.com.br
Artigo extraído do Jornal O Estado de S.Paulo - domingo 26 de junho de 2005

quarta-feira, junho 01, 2005

Copo de Leite

Mensagem para reflexão

Copo de Leite

Um dia, um rapaz pobre que vendia mercadorias de porta em porta para pagar seus estudos, viu que só lhe restava uma simples moeda de dez centavos e tinha fome. Decidiu que pediria comida na próxima casa. Porém, seus nervos o traíram quando uma encantadora mulher jovem lhe abriu a porta. Em vez de comida, pediu um copo d´ água. Ela achou que o jovem parecia faminto e assim lhe deu um grande copo de leite. Ele bebeu devagar e depois lhe perguntou: "Quanto lhe devo?" Não me deves nada -respondeu ela. E continuou: "Minha mãe sempre nos ensinou a nunca aceitar pagamento por uma oferta caridosa."Ele disse: "Pois te agradeço de todo coração."Quando Howard Kelly saiu daquela casa, não só se sentiu mais forte fisicamente, mas também sua fé em Deus ficou mais forte. Ele já estava resignado a se render e deixar tudo. Anos depois, essa jovem mulher ficou gravemente doente. Os médicos locais estavam confusos. Finalmente a enviaram à cidade grande, onde chamaram um especialista para estudar sua rara enfermidade. Chamaram o Dr.Howard Kelly. Quando escutou o nome do povoado de onde ela viera, uma estranha luz encheu seus olhos. Imediatamente, vestido com a sua bata de médico, foi ver a paciente. Reconheceu imediatamente aquela mulher e determinou-se a fazer o melhor para salvar aquela vida. Passou a dedicar atenção especial aquela paciente. Depois de uma demorada luta pela vida da enferma, ganhou a batalha. O Dr. Kelly pediu a administração do hospital que lhe enviasse a fatura total dos gastos. Ele conferiu, depois escreveu algo e mandou entregá-la no quarto da paciente. Ela tinha medo de abrí-la, porque sabia que levaria o resto da sua vida para pagar todos os gastos. Finalmente abriu a fatura e algo lhe chamou a atenção, pois estava escrito o seguinte: "Totalmente pago há muitos anos com um copo de leite (assinado). Dr. Howard Kelly." Lágrimas de alegria correram de seus olhos e seu coração feliz orou assim: "Graças meu Deus porque teu amor se manifestou nas mãos e nos corações humanos."